Sobre como acolher


Nesse post gostaria de tratar de algo muito importante: a forma como nós, profissionais da área de saúde, acolhemos nossos pacientes. A forma que recebemos cada uma das pessoas que nos procuram faz toda diferença não só no vínculo que aquele paciente estabelece com a gente, que favorecerá ou não a sua permanência no tratamento, como também nos resultados que conseguiremos alcançar com o mesmo. Ou seja, a forma como recebemos um paciente faz toda diferença em tudo! E não é só relativo ao primeiro contato, mas ao longo do acompanhamento. Cada especificidade na área da saúde possui sua ética que deve ser privilegiada. Mas a humanização do atendimento não fere nenhuma ética. Essas questões são ainda mais delicadas quando se trata do universo da clínica perinatal. Por quê? Por inúmeros motivos. Mas gostaria de mencionar aquele com que lido diariamente na minha clínica: o psiquismo materno. Desde a concepção até o período em que ocorre o desmame do bebê, o psiquismo materno encontra-se vulnerável - por influências orgânicas e hormonais, mas também, por causa da história pessoal e da subjetividade de cada mulher. Essa vulnerabilidade significa que as coisas que acontecem durante esse período, ressoam de forma incomum, e muitas vezes repercutem de maneira prejudicial sobre a mãe e o bebê. Os profissionais escolhidos pela família ou pela mãe para acompanhá-la ao longo do ciclo gravídico puerperal são pessoas sobre as quais ela deposita bastante confiança, e de quem ela espera um cuidado atencioso. São fortes e importantes referencias para um momento e uma experiência tão delicada e conflitante!! Portanto, a forma que acolhemos uma gestante, uma mãe e sua família, não apenas é de extrema importância, como, ao mesmo tempo, funciona como uma atitude preventiva!

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