Este livro propõe uma reflexão sobre a vulnerabilidade psíquica das mães no puerpério e sua relação com o ideal da mãe perfeita. Fernanda Leal questiona a suposta equivalência entre mãe e mulher que encontramos na obra de Freud, ensebando um diálogo com autores da história, da sociologia e da psicanálise a fim de desmistificar a crença disseminada de que a maternidade acontece de forma natural na mulher por corresponder a um aspecto de sua biologia. Nesse percurso, a autora propõe pensar o baby blues como um estado psicológico próprio das sociedades contemporâneas ocidentais, necessário para promover o surgimento da identidade da mãe e o vínculo mãe e bebê, considerando, portanto, que o tempo de duração do blues pode ultrapassar os dez dias delimitado nas classificações psiquiátricas, sem, no entanto, caracterizar uma psicopatologia mais grave como a depressão. 

A tristeza comum da mãe: reflexões sobre o estado psíquico do pós-parto.

R$55.00Preço