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Quando o golpe vem da mãe

Com Jessica Pozzebon

  • Começa em: 1 de set.
  • 200 Reais brasileiros
  • Instituto Matern

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Descrição do serviço

Curso: Quando o golpe vem da mãe Nas relações mortíferas entre mãe e filha, o que está em voga é, justamente, a possibilidade de fazer surgir o sujeito – e seu desejo. Em uma lógica cujo sujeitar-se extrapola as barreiras da neurose, vemos pessoas vazias de si e cheias de um outro que não é um outro qualquer. Quando não há espaço para viver a própria vida, o paradoxo é que a possibilidade de romper com os mal-ditos maternos também é deparar-se com a possibilidade da própria morte. Se, se vive na medida da vida deste outro, romper com ele tanto é desesperador quanto – parece-lhes – impossível. Como ouvir sem demandar, quando, tudo que estes pacientes nos pedem é um desejo – que não seja deles – para se agarrar? Obviamente, que as falhas técnicas e entraves no decorrer de uma análise não são exclusividades de ninguém. Felizmente, penso eu. Espero que tal discussão – longe de responder questões – preste-se a formular outras novas, algumas até impensadas, e outras que, uma vez não respondidas, contém o potencial de, no mínimo, nos inquietar. Implicar-se no processo que se propõe pensar, para além de possíveis demagogias em torno do que se intitula coragem, é, possivelmente, um dos caminhos admissíveis para driblar o engodo de ver-se encantado e hipnotizado por tais dinâmicas. Afinal, se “praga de mãe, pega”, pregação em análise também pode fazer as vias de uma erva daninha, que quanto mais faz-de-conta que corta, mais cresce. Com Jessica Pozzebon Mulher que escreve as bordas de si pelo contorno das letras. Mãe de uma menina de olhos de castanha que a ensinou que maternidade é verbo. Graduada em psicologia, especialista em políticas públicas de saúde mental e assistência social, que, através da Psicanálise, recém pôde conceber um corpo- linguagem. Seu primeiro romance já tem ponto final, mas ela se nega a usar a palavra “pronto”. Mora em Porto Alegre, habita subterrâneos.


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