Sobre o psiquismo materno

Sobre o Psiquismo materno

“Os profissionais da saúde e a sociedade como um todo não conseguiram abordar essa experiência psicológica íntima. A sociedade fala facilmente das náuseas do início da gravidez, da descida do leite dolorosa ou da exaustão pós-natal. Discutimos publicamente as vantagens do aleitamento ou do bico; debatemos a oportunidade, para uma mãe, de retornar ao trabalho a tal e tal momento. (…) mas somos estranhamente mudos sobre as transformações frequentemente radicais que surgem na vida interior de uma mãe. E, no entanto, não é sobre esse reino interior que as mães vivem verdadeiramente, confrontadas com as ondas estranhas de angústia, de desejo e de incerteza que acompanham a vida diária com um recém-nascido?” (Daniel Stern).

É sobre esse interior que gostaria de falar. Precisamos esclarecer as coisas: para que se estabeleça o vínculo entre mãe e bebê tão desejado é importante e até mesmo necessário que a mulher se encontre num estado psíquico diferenciado. E como seria esse estado psicológico? Eu poderia dizer que ele se assemelha a quase uma doença, uma “doença normal”.

Desde a gestação já se pode identificar um estado alterado do psiquismo da mulher, conhecido como transparência psíquica, que se traduz, de forma resumida, num estado emocional de grande vulnerabilidade.

No puerpério, a vulnerabilidade continua ou até piora. Essa vulnerabilidade é abordada por inúmeros especialistas a partir de nomes diversos. Mas o mais conhecido e disseminado é o conceito de baby blues.

O baby blues acomente de 50 a 80% das puérperas. Algumas pesquisas mais atuais consideram a existência de níveis de gravidade com relação ao Blues. Mas o que ninguém fala é que o Blues comum - caracterizado por crises de choro, humor mais depressivo alternado com momentos e agitação, etc. - ele não apenas colabora no processo de vinculação entre mãe e bebê como se observa que ele é, ao mesmo tempo, um elemento importante para o desenvolvimento do recém nascido.

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